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Alunos com necessidades especiais podem perder o ano lectivo

A falta de uma escola definitiva pode condicionar o arranque do ano lectivo no ensino especial na província da Lunda Sul, colocando deste modo, seis mil e 200 crianças fora do sistema normal de ensino.

A informação foi avançada hoje, terça-feira, em Saurimo, pela directora da escola do Ensino Especial na Lunda Sul, Madalena Mandandji, realçando que as 30 salas provisórias (feitas com chapa de zinco) estão destruídas, o que obrigou, no final do ano lectivo de 2018, a direcção a albergar os alunos nas obras da futura escola, cuja empreitada está paralisada desde 2014 por questões financeiras.

 

Disse que por falta de condições e por apresentar uma ameaça à saúde dos alunos, a direcção não vai utilizar as salas da escola em construção no presente ano lectivo, pelo que, deverá negociar com algumas igrejas próximas da instituição escolar, para albergar os alunos, enquanto se aguarda o reinício das obras.

 

Acrescentou que a instituição se debate igualmente com a falta de carteiras, uma vez que as que haviam foram vandalizadas e furtadas, bem como de manuais para o ensino primário.

 

A superlotação de alunos nas salas de aulas (120) e a falta de interesse de alguns pais em matricularem os seus filhos, sobretudo portadores de deficiência física, foi igualmente uma das preocupações manifestada pela responsável, que apelou os progenitores a mudarem de mentalidade.

 

No presente ano lectivo, prosseguiu, foram matriculadas mil e 410 novos alunos, sendo 500 no ensino primário e 910 no I ciclo, que se acrescentam aos quatro mil e 790 já existentes, perfazendo um toral de seis mil e 200 aunos, dos quais dois mil e 68 são crianças com deficiência auditiva, intelectual, de aprendizagem, transtorno de conduta, global e motora.

 

O ensino especial na Lunda Sul é assegurado por 96 professores, sendo 26 especialistas em todas áreas.

 

As obras da futura escola do ensino especial com 30 salas de aulas vão retomar este ano, segundo informou recentemente, em entrevista à Angop, o director do Gabinete provincial da construção e obras públicas, Cláudio Pemessa.

 

SAPO/Angop

29.01.2019