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Docente defende introdução da disciplina linguística bantu nas universidades

O docente Vatomene Kukanda defendeu quinta-feira, em Luanda, a introdução da cadeira de linguística bantu nos cursos de antropologia, história e linguística, por contribuírem na preservação da identidade cultural das nações.

Em declarações à imprensa após a conferência sobre Antropologia em Angola, o docente considerou que as línguas bantu constituem a base  nos  referidos cursos e têm um  grande  valor  na  perpetuação  da  identidade  cultural  de  uma  nação.

Para o especialista, a  introdução  da  referida  cadeira  nas  licenciaturas em antropologia, história  e  linguística  servirá de   base  para   o exercício  e  conhecimento dos  estudos de pesquisa  dos  respectivos  cursos.

O docente  enalteceu o  contributo   dos  órgãos de  comunicação  social do  país ,  com  destaque para a TPA  e RNA, na  divulgação, promoção  e  valorização   das línguas  nativas.

O  académico  defendeu    também  a introdução  das  línguas nacionais  nas  escolas  de nível  base e  a  contribuição  das  famílias  no ensino  dos idiomas  angolanos, com a finalidade   de se valorizar e eternizar as  mesmas como um elemento importante na identidade  cultural de todos  os cidadãos.

As línguas bantas ou bantu formam um ramo do grupo benue-congolês da família linguística nígero-congolesa, com mais de 600 línguas faladas, sobretudo nos países africanos a sul do Equador, por cerca de 300 milhões de pessoas, principalmente por bantus.

O idioma bantu com o número maior de falantes é o suaíle. Outras línguas bantus importantes incluem lingala, kikongo,  Kimbundu,  umbundu e o nianja,  na África Central e Oriental, e o xona, tsuana, sesoto, zulu, xhosa,  ovambo, sepedi e o suázi, na África Meridional.