título

Ensino especial necessita de oito professores intérpretes

A Escola do Ensino Especial "Rainha Nekoto", na província do Cunene, necessita de oito professores intérpretes, para a melhoria da qualidade de ensino e de aprendizagem dos portadores de deficiência auditiva e visuais na instituição.

Em declarações hoje à Angop, sobre o Dia da Pessoa Portadora de Deficiência, que se assinala nesta terça-feira, o director pedagógico da instituição, Orlando de Freitas, disse que a escola conta com oito intérpretes, número  insuficiente, face à carga horária de seis tempos por dia que cada um tem.

 

“O recomendável para um intérprete são duas horas de trabalho e ser rendido por outro, para permitir que descanse, visto que a carga horária nesta instituição é o maior inimigo para a qualidade, por estar acima da capacidade física e intelectual, que chega o ponto de bloquear a mente”, explicou.

 

Segundo o responsável, foi apresentado o plano de necessidade ao Gabinete Provincial da Educação, em função do concurso público do Ministério da Educação, para reforçar a instituição com seis novos professores intérpretes.

 

Apelou a uma reflexão sobre o Dia da Pessoa Portadora de Deficiência.

 

Disse, igualmente, que o Dia da Pessoa Portadora de Deficiência deve ser aproveitado para ser de reflexão em solidariedade com os portadores de deficiência, sobre o modo como são tratados pela sociedade, evitando comportamentos de discriminação desde o acesso à escola, emprego e convívio social.

 

A única escola no Cunene vocaciona a atender a pessoas com deficiência nas diferentes áreas de intervenção pedagógica a funcionar desde 2004, no presente ano lectivo, conta com 889 alunos, dos quais 347 com deficiências visual, auditiva e psicomotora.

 

SAPO/Angop

05.12.2019