título

Escolas de Luanda com fraca adesão no primeiro dia de aulas

Corredores isolados, salas e pátios de recreio vazios é o resultado no primeiro dia de aulas do ano lectivo 2020, encontrado hoje (quarta-feira) em algumas escolas da cidade de Luanda, fruto da fraca adesão dos alunos.

O cenário não era o esperado, visto que o dia foi marcado para o regresso às aulas, ao contrário alunos e encarregados de educação procuravam pelos nomes, salas e turmas nas listas afixadas há mais de duas semanas.

 

Em diversas instituições de ensino a taxa de adesão variava de 30 a 65 por cento, números que preocupam a direcção, uma vez que o primeiro dia é reservado às apresentações e noções sobre o programa de aulas.

 

Esse panorama foi registado no Instituto Médio de Economia de Luanda (IMEL), Escola Comercial de Luanda, Instituto Médio Industrial de Luanda (IMIL), Ngola Nzinga, Colégio 1.304 (ex escola 1.129 vulgo Ana Ngola) onde houve intensa movimentação de encarregados de educação em busca de informações sobre a  salas dos educandos.

 

Apesar do absentismo dos alunos, foi notória a presença em massa dos professores que, mesmo com as salas vazias, assinaram o ponto e mantiveram contacto com os presentes para as primeiras impressões sobre o presente ano lectivo.

 

Para a directora do colégio 1.304,  Ângela Maria, considerou positiva a adesão dos alunos na sua instituição de ensino uma vez que fizeram-se presente em cerca de  65 por cento.

 

Lamentou o comportamento de alguns encarregados de educação que apenas hoje buscam informações sobre a sala de aula do educando.

 

Neste ano lectivo, a escola matriculou 278 alunos para o ensino regular e 180 para o nocturno.

 

Não muito diferente foi o cenário na escola 1.503 na Vila Alice, onde cada sala de aula tinha dois a três alunos.

 

Segundo o director, Américo Raposo, esperava-se para o período da manhã 720 alunos,  mas apenas 60 aderiram as aulas. Para este ano lectivo a escola conta com um total de mil 445 alunos.

 

Por sua vez, o director-geral da escola 1.226 “Ngola Mzinga”, Marcelo Bravo da Costa, considerou razoável o número de alunos, com 30 por cento de presenças, lembrando que o primeiro dia é fundamental para contacto aluno e professor.

 

Para o presente ano lectivo estão matriculados mais de 10 milhões de estudantes, dois milhões dos quais entram pela primeira vez no sistema de ensino e aprendizagem.

 

Cunene

 

O número reduzido de alunos e a presença considerável de professores é o cenário existente hoje, quarta-feira, em algumas escolas de Ondjiva, província do Cunene, no primeiro dia de aulas do presente ano.

 

Na escola primária 122, os professores compareceram, mas devido a fraca adesão dos alunos, apenas dois professores conseguiram leccionar, segundo o director da instituição, Evaristo Silengifa.

 

Já na escola do I ciclo comandante Cow Boy, nos arredores de Ondjiva, o fluxo de professores é satisfatório e quanto aos alunos deixou a desejar, dos poucos presentes e encarregados de educação fizeram-se ao recinto escolar somente para constatar as turmas.

 

A directora do I ciclo comandante Cow Boy, Regina Muhagange, disse que as condições para o arranque das aulas estão criadas, acrescentando que os professores se farão presente na escola durante os dois períodos à espera que os alunos apareçam.

 

Por seu turno, o director da escola do Okapale II, em Ondjiva, Francisca de Freita, informou à ANGOP, que no primeiro dia de aulas apareceram poucos alunos e com certo atraso.

 

Na província do Cunene, estão matriculados no presente ano lectivo 235 mil alunos desde o ensino primário I e II ciclo, enquadrados em 868 escolas, asseguradas por seis mil e 969 professores, para os três subsistemas do ensino geral.

 

Bié

 

Já na cidade do Cuito, capital da província do Bié, a escolas registaram  um número considerável de alunos (mais de 30 estudantes em cada sala de aula) e professores.

 

Saliente-se que, neste ano lectivo, foram enquadrados 45 mil crianças no sistema normal de ensino, aumentando o contingente em 627 mil alunos matriculados.

 

Comparativamente a 2019 houve um aumento de 22 mil alunos, com mais de 15 mil docentes.

 

O sector da Educação, nesta parcela do país, conta com 48 novas escolas, perfazendo um total de 450 salas de aulas, construídas no âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP) de 2019.

 

SAPO/Angop

05.02.2020