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Estudantes no Cuanza Norte concordam com reinício das aulas

Estudantes de vários níveis de ensino no município do Cazengo, província do Cuanza Norte, manifestaram hoje, terça-feira, em Ndalatando, satisfação com o possível reinício das aulas no mês de Julho.

A  medida consta das disposições que regulam a Situação de Calamidade Pública , que vigora desde as zero horas do dia 26 de Maio, decretado pelo Presidente da Republica, no âmbito das novas medidas de prevenção contra a covid-19.

 

As aulas foram  suspensas em finais de Março devido à ameaça de proliferação do novo coronavírus, que já infectou, até ao momento, 70 pessoas no país, com quatro óbitos.

 

Em declarações à Angop, estudantes, professores e responsáveis de instituições de ensino recomendaram, para o efeito,  a contínua adopção de  medidas de prevenção, como o uso de máscara e lavagem das mãos com água e sabão e álcool em  gel.

 

O estudante do segundo ano do ensino superior,  Manuel Neto, de 26 anos, recomendou cautela na  retomada das aulas, devido o elevado risco de contágio.

 

Para Angélica Ricardo, 20 anos de idade, estudante do último ano do ensino médio, a maior parte das escolas vivem problemas sérios de gestão, situação que se repercutem nas condições higiénicas.

 

Lembrou que muitas escolas debatem-se com problemas de falta de água corrente, recursos financeiros para a compra de materiais de higienização, entre outros, situação que pode concorrer para a disseminação do vírus da Covid-19.

 

Por seu turno o encarregado de edução Agostinho de Almeida referiu que o reinício das aulas constitui uma medida que visa salvar o ano lectivo, no âmbito do cumprimento do calendário  dos ministérios da educação e do ensino superior.

 

Apesar disso, considera que, do ponto de vista sanitário e dadas os altos níveis de contágio da Covid-19, é necessário alguma prudência, em função da vulnerabilidade das escolas.

   

Conforme o Decreto Presidencial, a retoma está prevista para 13 de Julho para o ensino superior e segundo ciclo do ensino secundário e posteriormente o ensino primário, dependendo, no entanto, da situação  epidemiológica do país.

 

As instituições de ensino são também orientadas a garantir condições para o distanciamento físico, à entrada e dentro do edifício escolar.

 

 

SAPO/Angop

27.05.2020