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Estudantes protestam em Luanda por inundação à porta de instituto público

Dezenas de estudantes do Instituto Superior de Gestão, Logística e Transportes (ISGEST), tutelado pelo Ministério dos Transportes de Angola, manifestaram-se hoje em Luanda, exigindo obras na via de acesso à instituição, que denunciam estar "completamente inundada".

Os alunos protestaram junto à instituição com cartazes a denunciar as "péssimas condições" de acesso à instituição, situação que se arrasta desde o ano passado, com dizeres como "basta de condições precárias".

Os estudantes recusaram-se mesmo a assistir às aulas, exortando as autoridades a inverterem a situação.

"Não conseguimos fazer a travessia desse riacho, temos sempre que chegar sujos às aulas e a semana passada uma das nossas professoras tropeçou a caiu", explicou aos jornalistas o estudante Wilson Mendes.

Um lençol de água próximo daquele instituto superior público alagou por completo a zona frontal da instituição, localizada no distrito urbano do Camama, município do Talatona, arredores de Luanda, permitindo apenas o acesso por viaturas.

O ISGEST acolheu hoje um "seminário metodológico de harmonização da comunicação institucional" do Ministério dos Transportes de Angola em parceria com o Ministério da Comunicação Social, ocasião "aproveitada" pelos estudantes para manifestarem a sua indignação.

"Sempre que apresentamos as reclamações à direção a mesma diz que não é da sua responsabilidade, mas sim do Ministério. Daí que, como nos apercebemos do seminário que se realiza no instituto, saímos à rua para alertar as autoridades sobre as nossas dificuldades no sentido de as resolver", acrescentou aquele estudante.

Os alunos afirmam que a manifestação envolve a "interrupção das aulas" durante 15 dias.

"A nossa manifestação é pacífica e queremos apenas mostrar as autoridades o nosso principal problema que tem a ver com o acesso ao ISGEST. Temos problemas de saneamento básico, o que nos impossibilita o acesso ao Instituto", lamentou, indignado, o estudante Mário Fernando.

Adiantou que vários colegas e professores "já tropeçara a caíram nessa lagoa": "O caso é mesmo complicado porque o tempo passa e a zona vai ficando mais alagada e a direção diz que não é da sua competência apesar de estar no seu perímetro", contesta

Por sua vez, Jurema Ludmila Bento, outra estudante daquele instituto, também se manifestou, face à indignação com o estado da via.

"É devido a essa enorme quantidade de água que para aqui na porta da instituição, estamos assim desde que começaram as aulas. Já demos o nosso parecer à direção e ela diz que isso tem a ver com o Governo da província e até hoje nada se resolveu", explicou.

"Tivemos uma colega que infelizmente ao passar pelas pedras que foram adicionadas para pudermos ter acesso ao Instituto ela caiu, torceu o braço e até hoje não sabemos como está a colega. É triste", desabafou.

Contactada para reagir aos protestos dos estudantes, a direção do Instituto Superior de Gestão, Logística e Transportes referiu apenas que a inundação na parte frontal das suas instalações é assunto da responsabilidade da administração do distrito urbano do Camama.