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Governo do Huambo vai construir 852 escolas até 2022

Oitocentas e 52 escolas de diversos níveis do ensino geral serão construídas a partir do próximo ano nos 11 municípios da província do Huambo pelo governo local, no âmbito do alargamento da rede escolar.

O projecto vai traduzir-se no surgimento de oito mil e 100 novas salas de aula, para albergar mais de 364 mil alunos,  anunciou, domingo, o governador da província, João Baptista Kussumua, na sua intervenção na missa de visita pastoral do arcebispo do Huambo, Dom José de Queirós Alves, à missão católica de Cristo Rei, localizada no sector de Ngandavila, comuna da Calima, a 76 quilómetros do centro desta cidade.

 

O governante fez saber que todas as condições estão a ser criadas para o arranque em Janeiro próximo das obras das primeiras infra-estruturas escolares, que serão executadas até 2022, no quadro dos Programas de Investimento Público (PIP) e de combate à pobreza.

 

Disse que a indicativa visa permitir o acesso às aulas de crianças que ainda se encontram fora do sistema normal de ensino e garantir melhores condições de aprendizagem as que já estudam.

 

Segundo fez saber, este constitui o principal desafio do governo angolano, com vista a criar condições para uma educação e formação qualificada de quadros a altura de galvanizarem o processo de desenvolvimento sócioeconómico do país e da província, em particular.

 

João Baptista Kussumua referiu que o governo da província, no quadro do seu compromisso com o povo, vai igualmente desenvolver acções para a melhoria de outros sectores sociais, em prol do bem-estar dos cidadãos.

 

No domínio da agricultura, lembrou que a Direcção provincial da Agricultura e Pescas vai no mês em curso iniciar o processo de distribuição aos camponeses de sete mil toneladas de adubos, mil e 500 de amónio, mil de ureia, 600 de semente de milho, dez mil charruas e mil enxadas.

 

Na homília da missa, o arcebispo do Huambo, Dom José de Queiroz Alves, recomendou os fiéis católicos a praticar o bem e o amor ao próximo, visando a construção de uma sociedade de paz e de justiça social.

 

Apelou igualmente a contribuir no processo de reconstrução da missão fundada no dia 01 de Julho de 1964 pelo padre António Abel Mayambe, de nacionalidade angolana.

 

 

SAPO/Angop

03.09.2018