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Insuficiência de quadros e meios dificultam ensino e aprendizagem no Huambo

Cinco mil e 400 professores e seis mil novas salas de aula são necessários na província do Huambo, para inserir no sistema de ensino os 214.843 alunos que ficaram sem estudar este ano.

A preocupação foi apresentada hoje, quarta-feira, nesta região, pelo responsável da área de Património do Gabinete local da Educação, Eugénio Marta Xavier, informando serem também necessárias 180 motorizadas para professores colocados em zonas muito distantes, 12 mil chapas de zinco para cobertura de escolas construídas por populares em zonas rurais, 32 viaturas para actividades de inspecção e 370 residências para professores no meio rural.

Além destas preocupações, Eugénio Marta Xavier disse que o sector tem carências de manuais do I ao II ciclo do ensino secundário, de programas curriculares, de laboratórios de Biologia, Física, Geografia e Química, de salas de informática e bibliotecas.

Entretanto, deu a conhecer que um dos maiores constrangimentos para o aumento da qualidade do processo docente-educativo na província do Huambo é a sobrelotação das salas de aula, por exiguidade de escolas, lamentando, ainda, o facto de muitos alunos assistirem as aulas debaixo de árvores e em escombros de edifícios.

Eugénio Marta Xavier congratulou-se, porém, com o ingresso, este ano, de 1.372 novos professores, que se vão juntar, em 2019, aos 16 mil existentes, que deram aulas a um universo de um milhão, nove mil e 565 alunos, da iniciação até ao II ciclo do ensino secundário, incluindo no ensino técnico-profissional.

Disse que do total de alunos matriculados este ano constam 537 com necessidades especiais de aprendizagem, referindo-se a cegos, mudos, deficientes motores e surdos.

Este ano, segundo o responsável, 1.344 alunos, de oito escolas do ensino primário, foram inseridos no projecto “Meu Kamba”, implementado pelo Ministério da Educação, com objectivo de fomentar o uso das tecnologias de informação e comunicação, tendo sido disponibilizados 672 computadores.



Angop|26.12.2018