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Mais de 400 novos estudantes admitidos no Magistério do Lobito

Quatrocentos e quarenta estudantes foram admitidos para frequência da 10ª classe no ano lectivo de 2019, pela escola de Magistério BG-2013 comandante Kwenha, do Lobito, na província de Benguela, informou a directora do estabelecimento, Laurinda Viúme.

Em declarações à Angop, a gestora daquela escola do 2º ciclo adiantou que os 440 novos alunos estão distribuídos entre os cursos médios de Matemática/Física, História/Geografia, Biologia/Química, Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Língua Francesa e Ensino Primário, num total de 11 turmas para 10ª classe.

 

Porém, frisou, cada turma só pode albergar 40 educandos, por falta de condições adequadas nas salas de aula, que, no fundo, se traduz na limitação do número de carteiras, aparelhos de ar condicionado avariados e fissuras em alguns tectos.

 

“Apesar de ser nova, a escola não tem as condições desejadas, porque na época de calor as salas são quentes, alguns tectos já estão a cair”, referiu, lembrando que, na altura da construção da instituição, não se teve em atenção a circulação do ar, pelo que tem havido muitos problemas relativamente ao calor.

 

Doutorada em Ciências da Educação pela Universidade de Granada, na Espanha, Laurinda Viúme sublinhou que todos os anos aumenta a procura de vagas por parte dos jovens que transitam do 1º ciclo no Lobito, sendo que dos 2.336 candidatos inscritos, em 2019, apenas 440 conseguiram lugar na instituição.

 

Ao todo, neste ano lectivo, a Escola de Magistério do Lobito, com 20 salas de aula, deve contar com 1.561 estudantes. Destes, 440 são da décima classe, 366 da décima primeira, 447 da décima segunda e 308 da décima terceira, à frente dos quais vão estar 82 professores.

 

No entanto, a responsável garante que os 82 professores dão respostas às necessidades do processo de ensino na instituição, embora tenha admitido a possibilidade de reforço com mais três docentes para as disciplinas de Francês, Física e Educação Física.

 

Noutra parte da entrevista, considerou positivo o ano lectivo de 2018, visto que transitaram 1.169 alunos, dos 1.589 alunos que haviam sido matriculados da 10ª a 13ª classe, não obstante a desistência de 88.

 

Laurinda Viúme queixou-se, ainda, das dificuldades no ensino de informática, uma vez que a escola possui apenas quatro computadores de mesa para as aulas e isso faz com que os alunos acedam aos equipamentos, um de cada vez, mas assegura que os professores têm tentado contornar a situação.

 

Por outro lado, fez saber que estão criadas as condições para o ano lectivo no que toca ao material, como cadernetas, livros de ponto, giz, apagador. “Estamos a mudar a posição dos quadros pretos, porque a visibilidade era muito reduzida”, concluiu.

 

 

SAPO/Angop

28.01.2019