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PALOP discutem em Luanda cooperação no ensino técnico-profissional

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) discutem até sexta-feira, em Luanda, o estado atual da Educação e Cooperação, com o reforço da formação de professores, a mobilidade e formação técnico-profissional de alunos.

A 1.ª reunião de ministros da Educação do Fórum PALOP decorre na sexta-feira, mas o encontro já arrancou hoje, com os trabalhos técnicos a nível dos peritos da organização.

No quadro deste encontro, os ministros da Educação e representantes, de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial, visitaram hoje algumas instituições de ensino médio da província de Luanda, nomeadamente o Instituto de Telecomunicações, o Instituto Médio Industrial de Angola e o Magistério Mutu-ya-Kevela.

"O que nos une é a língua portuguesa e a mobilidade de cidadãos é maior. Daí a necessidade de partilharmos as experiências em busca de soluções, por exemplo é bom que nós harmonizemos os nossos currículos", disse aos jornalistas o ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação de São Tomé e Príncipe, Olinto Daio.

Para o governante são-tomense, a reunião de Luanda reveste-se de "capital importância", uma vez que estarão em abordagem a formação de professores e a formação técnico-profissional de alunos, "um dos grandes desafios do seu país".

"Daí que queremos colher a experiência de Angola. Outro foco importante para nós é a formação de professores, portanto, é esta dinâmica que queremos perceber e gerar um intercâmbio", adiantou Olinto Daio.

Sobre o caso de São Tomé e Príncipe, recordou que o país "saiu da escolaridade básica de seis anos para nove" e que frequentam o ensino básico cerca de 98% das crianças, enquanto o ensino secundário é frequentado por 74% dos jovens.

Por sua vez, a ministra da Educação de Cabo Verde, Maritza Rosabel, sublinhou igualmente, no final da vista às instituições do ensino médio de Luanda, a necessidade do reforço do intercâmbio de experiência entre os Estados-membros dos PALOP no domínio do ensino.

"É importante para nós, vamos aprender sobre outros sistemas educativos dos PALOP, como funciona, vermos as boas práticas, os problemas comuns que temos e como podemos resolvê-los, como é o caso da aprendizagem das línguas nos países plurilingues", afirmou.

Por exemplo, observou, "uma questão importante" para Cabo Verde é o ensino técnico-profissional, avaliando como estão nesta matéria os restantes países.

"E como podemos resolver para que o mesmo responda à necessidade de desenvolvimento, temos ainda a questão da capacitação de docentes", disse.

A apresentação dos resultados de um diagnóstico à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, realizado em algumas escolas angolanas, e ainda a possibilidade de colaboração na pesquisa em áreas afins e informação sobre a realização de um seminário de formação contínua de professores, serão alguns dos assuntos a discutir no encontro de Luanda.

Para a ministra da Educação de Moçambique, Conceita Ernesto Sortane, os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa devem fortalecer as metodologias de ensino, tendo como meta a melhoria da qualidade ensino nos respetivos países.

"Penso que os PALOP deveriam estar mais unidos, no sentido deste intercâmbio entre quadros de educação, para vermos os ganhos dos membros e melhoramos a qualidade de ensino", argumentou.

Reforço das parcerias no intuito de estreitarem as relações para o conhecimento e troca de informações relativas as políticas de educação, fortalecimento da mobilidade de estudantes, troca de informação sobre boas práticas de ensino, são alguns dos resultados que a organização pretende alcançar neste domínio.